quinta-feira, 19 de abril de 2012

De Tere Penhabe

A dor de um poeta

O poeta entristece, como toda gente
e às vezes sente, a dor insana de não ser amado.
Mas não cala a sua poesia, que é a sua magia
bálsamo para o seu coração amargurado.

Deita sobre os seus versos toda a sua dor
que vã seria a sua inspiração, tivesse ele a ilusão

de ser maior e imune às setas da paixão...
O poeta apenas sabe conviver com a dor...

Em pétalas rubras, desfolha seus desencantos
de todos os enganos faz sua guirlanda
e segue em frente, rumo ao horizonte
com sonhos naufragados, sem esperança...

O poeta chora, como toda gente
mas suas lágrimas se transformam em versos
que vai espalhando pelo mundo afora
esperando paciente que chegue a sua hora...

E agora, por mais que eu negue
por mais que eu me recuse a acreditar
a dor se multiplica ao me ouvir falar, porque
o poeta sou eu...

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"Uma palavra escrita é semelhante a uma pérola." (Johann Goethe)